segunda-feira, 16 de maio de 2016

Pastor que se veste de mendigo em culto tem Porsche e Ferrari

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O autointitulado apóstolo Agenor Duque (foto), 37, dono da Igreja Plenitude do Trono de Deus, apresenta-se em seus cultos vestido de mendigo, com uma túnica feita com um tecido simulando ser de saco de estopa, para passar a ideia de pobreza e humildade. Mas ele nunca disse aos seus fiéis que costuma se locomover de Porsche, de Ferrari e um jatinho. O pastor é milionário.

Casado com Ingrid, no dia-a-dia, fora do palco de cultos, Duque se veste com a gripe Hugo Boss, usa cordões, anéis e relógios dourados e calca os tênis Nikes mais caros. 

Duque tem cerca de 20 igrejas em São Paulo, Rio, Minas, Goiás, Distrito Federal e Amazonas. A Plenitude aluga horário na TV e rádio.

Época apontou o ex-viciado em drogas Duque como o pastor emergente da vez. Ele já tinha passado pela Igreja Universal e Mundial. Ele teve, portanto, Edir Macedo e Valdemiro Santiago como professores, os melhores que um líder neopentecostal pode almejar.

Duque tem uma parceria com o pastor André Salles, que foi o responsável pela conversão da ex-senadora Marina Silva. 

O diferencial de Duque é que ele faz o “milagre” de os fieis esquecerem-se do que desejarem. Costuma dizer que Deus apaga da memória o passado de sofrimento.

Em um culto, por exemplo, ele fez um jovem esquecer que era homossexual, evocando um milagre de “manassés”, palavra que em hebraico significa “esquecimento”, entre outras acepções.

O que Duque faz, na verdade, é uma nova versão da “cura gay” e de preconceito contra os homossexuais.

Duque e seus pastores são tão habilidosos em tirar dinheiro dos fiéis quanto os demais pregadores neopentecostais. Ele não se constrange em pedir o 13º e o FGTS dos fiéis. 

Uma pastora de Duque — após a leitura de 1 Reis 17, sobre uma viúva miserável que doou a um profeta tudo o que tinha, um punhado de farinha e um pouco de azeite — conseguiu que uma fiel doasse todo o dinheiro que tinha na carteira, uma nota de 50 reais.

“Prova para Deus que você acredita Nele”, disse a pastora. 

“Precisa ser um sacrifício grande, algo que dói! Limpa a carteira! Raspa a carteira! Ou faz como uma mulher no culto desta manhã, que doou o próprio carro.”

Com tanta falta de escrúpulo, a Igreja de Duque tende a se manter em crescimento, se a concorrente e dona do mercado, a Universal, deixar.

De qualquer modo, valem as palavras do doutor em ciências da religião Paulo Romeiro: “A igreja neopentecostal brasileira é cega, infantilizada, cheia de picaretas e cambalacheiros.”



7 Comentários:

José Maria Ferreira da Silva disse...

Bestas repugnantes, mas não esqueçamos que além dos alienados os que procuram essa escória são tão podres e gananciosos quanto eles.

Unknown disse...

Idiotas têm que perder para esses vagabundos mesmo!

Elizeu Sampaio disse...

Sabemos que isso,exite no brasil

Carlos Gonzaga disse...

Piores são aqueles que tem o conhecimento da bíblia e fazem o enriquecimento ilícito, esses queimarão no inferno.

Hugo Blank disse...

Nao existe nada que proiba que esses ladrões que usam o nome de Deus continuem roubando dessas pessoas ignorantes e burros, uma tristeza isso, como pode alguem acreditar em tipos de (pastores) fiz isso porque não sao pastorfes e sim ladrões

Catia Melo disse...

Vcs falam Pq nunca tiveram uma esperiencia com Deus . Eu um dia tb pensei assim. E digo se não acreditam em Deus não dar... Só de se realmente acredita e quer ter uma experiencia

Luiz Silva Silva disse...

Chapéu de otário é marreta, dinheiro acaba mas trouxa nunca termina e jacu escasseia mas não termina.

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